nota da pag. 32
"Nenhum objeto pode ser um valor senão for uma coisa útil [ou, acrescentaria eu, desejável]. Se for inútil [ou se ninguém o desejar], o trabalho que ele encerra é gasto inutilmente e por conseguinte não cria valor"
(Le Capital, Éditions sociales, 1971, t. I, p. 56).
domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 28 de dezembro de 2013
Casamento - por Adélia Prado
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos pela primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
No horizonte do infinito
Deixamos a terra firme e embarcamos! Queimamos a ponte - mais ainda, cortamos todo laço com a terra que ficou para trás. Agora tenha cautela, pequeno barco! Junto à você está o oceano, é verdade que ele nem sempre ruge, e às vezes se estende como seda e ouro e devaneio de bondade. Mas virão momentos em que você perceberá que ele é infinito e que não há coisa mais terrível que a infinitude. Oh, pobre pássaro que se sentiu livre e agora se bate nas paredes dessa gaiola, Ai de você, se for acometido de saudade da terra, como se lá tivesse havido mais liberdade - e já não existe mais "terra"!
(A GAIA CIÊNCIA - NIETZSCHE)
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