domingo, 30 de julho de 2017

"Que é isto que aperta meu peito? Minha alma quer sair para o infinito ou a alma do mundo quer entrar em meu coração?”

da obra Pássaros Perdidos.

Rabindranath Tagore
"Acho graça quando ouço dizer que os peixes dentro d'água estão com sede.
Você vaga inquieto, de floresta em floresta, enquanto a realidade está dentro da sua morada. A verdade está aqui! Vá aonde quiser, Benzeras ou Mathura, até que você tenha encontrado Deus em sua alma, todo o mundo lhe parecerá inexpressivo."


Tagore (1861-1941) 

Amor pacífico e fecundo (O Coração da Primavera)

Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.
Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!"


Rabindranath Tagore

segunda-feira, 3 de julho de 2017

algo sobre arte






A admiração de Schopenhauer pelos pintores flamengos de naturezas mortas, que frequentemente representavam cenas domésticas “banais” em seus quadros, explicita que o filósofo acreditava que até mesmo os objetos mais “insignificantes” de nosso cotidiano poderiam se tornar belos caso um gênio soubesse enxergar neles suas Idéias e fixá-las em sua obra, tornando-as acessíveis aos demais humanos. 
Pode ser julgado “belo” todo objeto, artístico ou natural, capaz de “despertar” naquele que o observa um estado contemplativo, de intuição pura, durante o qual se calam temores e esperanças, ânsias e preocupações


"artista é aquele que fixa e torna acessível aos demais humanos o espetáculo de que participam sem saber"    Merleau Ponty


sábado, 1 de julho de 2017

'Você vai ficar por quanto tempo?
Preparo um café ou preparo a minha vida?'

( Caio F. Abreu )


O tempo é um rio que leva ou afoga. Nesse rio, se nada. E nele, ninguém manda.
Os grandes homens foram os que entenderam bem os seus tempos.
Entenderam que não amanhece porque o galo canta, mas que o galo canta porque amanhece.
Imre Madách