sábado, 22 de junho de 2019

Não se apaixone por pessoas como eu.
Eu te levarei a museus,
A parques e monumentos,
Te beijarei em todos os lugares mais bonitos,
Para que você nunca volte neles sem sentir meu gosto como sangue na sua boca.
Eu vou te destruir das formas mais belas possíveis,
E depois eu vou te deixar,
E você finalmente vai entender porque tempestades recebem o nome de pessoas.
                                         Caitlyn Siehl

sábado, 1 de junho de 2019

"Ser estrangeiro é inevitável, necessário, desejável. Salvo quando cai a noite"
Roland Barthes

sobre a solidão... (por Peter Pall Pelbert)

https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2012/12/19/como-viver-so-palestra-com-peter-pal-pelbart-video-do-4o-seminario-vida-coletiva-seminarios-internacionais-para-a-27a-bienal-de-sao-paulo-abaixo-a-transcricao-integral-da-p/

Que solidão absoluta é essa que Deleuze reivindica, por exemplo, quando se refere a Nietzsche, Kafka, Godard e tantos outros?
Diz ele: "É a solidão mais povoada do mundo". O que o interessa é que do fundo dessa solidão se possa multiplicar os encontros não necessariamente com pessoas, mas também com movimentos, com ideias, com acontecimentos, com entidades.
Diz Deleuze: "Nós somos desertos, mas povoados de tribos, passamos o nosso tempo arrumando essas tribos, dispondo-as de outro modo, eliminando algumas delas, fazendo prosperar outras. E todos esses povoados todas essas multidões não impedem o deserto que é a nossa própria ascese. Ao contrário, essas tribos, essas multidões, o habitam, passam por ele, passam sobre ele. O deserto, a experimentação sobre si mesmo é a nossa única identidade, nossa única chance para todas as combinações que nos habitam".