Lembrança de Morrer
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente, Não derramem por mim nenhuma lágrima Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento: Não quero que uma nota de alegria Se cale por meu triste passamento.
Álvares de Azevedo
|