sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Agradecimento (por Juliano Garcia Pessanha)

Fiz bem de partir e de me demitir de tudo aquilo que dá nome a um homem. Desincumbi-me de esboçar uma alma, de narrar uma história, de adquirir competência e de entrar no percurso das alienações.
Agradeço o vento esquivo que me varreu do mundo: ele me deu a perplexidade, o olho sem pálpebra e um coração abissal para ressoar a imensidão da noite sem resposta.

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