sábado, 1 de junho de 2019

sobre a solidão... (por Peter Pall Pelbert)

https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2012/12/19/como-viver-so-palestra-com-peter-pal-pelbart-video-do-4o-seminario-vida-coletiva-seminarios-internacionais-para-a-27a-bienal-de-sao-paulo-abaixo-a-transcricao-integral-da-p/

Que solidão absoluta é essa que Deleuze reivindica, por exemplo, quando se refere a Nietzsche, Kafka, Godard e tantos outros?
Diz ele: "É a solidão mais povoada do mundo". O que o interessa é que do fundo dessa solidão se possa multiplicar os encontros não necessariamente com pessoas, mas também com movimentos, com ideias, com acontecimentos, com entidades.
Diz Deleuze: "Nós somos desertos, mas povoados de tribos, passamos o nosso tempo arrumando essas tribos, dispondo-as de outro modo, eliminando algumas delas, fazendo prosperar outras. E todos esses povoados todas essas multidões não impedem o deserto que é a nossa própria ascese. Ao contrário, essas tribos, essas multidões, o habitam, passam por ele, passam sobre ele. O deserto, a experimentação sobre si mesmo é a nossa única identidade, nossa única chance para todas as combinações que nos habitam".

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