domingo, 13 de outubro de 2019

A poética do devaneio

nos devaneios mais solitários, quando evocamos os entes desaparecidos, quando idealizamos os entes que nos são queridos, quando, nas nossas leituras, somos bastante livres para viver como homem e mulher, sentimos que a vida inteira se duplica – que o passado se duplica, que todos os seres se duplicam na sua idealização, que o mundo incorpora todas as belezas das nossas quimeras(Bachelard, 1965: 69).

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